• Maria Vitória Careli

Conheça as Vantagens e os desafios da Integração Lavoura-Floresta (ILF)

Atualizado: Abr 25



1. O que é Integração lavoura-pecuária-floresta?


A integração lavoura-pecuária-floresta (ILPF) é um modelo de produção sustentável que integra diferentes sistemas produtivos, agrícolas, pecuários e florestais em uma mesma área. A integração pode ser feita em cultivo consorciado, sucessão, rotação, a fim de beneficiar todas as atividades mutuamente. Busca efeitos benéficos para as áreas ambiental, social e econômica.

Imagem: Embrapa

Existem 4 modalidades/categorias do sistema ILPF:

  • Integração lavoura-pecuária (ILP) ou sistema agropastoril;

  • Integração pecuária-floresta (IPF) ou sistema silvipastoril - confira no blog da Ecoflorestal Jr!

  • Integração lavoura-floresta (ILF) ou sistema silviagrícola;

  • Integração lavoura-pecuária-floresta (ILPF) ou sistema agrossilvipastoril - confira no blog da Cenagri Jr!

De modo geral, os sistemas de integração visam, em especial, diversificar as atividades de produção agropecuária.


Neste artigo, vamos saber mais sobre o sistema de integração lavoura-floresta (ILF) que integra os componentes florestal e agrícola no consórcio de espécies arbóreas e agrícolas perenes ou anuais em rotação e/ou sucessão.


No consórcio há o cultivo de duas ou mais espécies vegetais sendo cultivadas na mesma área simultaneamente.

Imagem: Tyba

A sucessão dos cultivos ocorre quando diferentes espécies são cultivadas, uma após a colheita da outra, dentro do mesmo ano agrícola.


Imagem: GrupoCultivar

Na rotação as espécies vegetais são alternadas ocupando a mesma área e período do ano.


Imagem: BlogAegro

Confira as vantagens e os desafios de um sistema de integração lavoura-floresta:


2. Vantagens

  • É possível aplicar os sistemas em grande, médias e pequenas propriedades rurais;

  • Controle mais eficiente de pragas, doenças, plantas daninhas;

  • Melhoria das condições microclimáticas devido ao componente arbóreo;

  • Possível redução da pressão para a abertura de novas áreas de vegetação natural;

  • Intensificação da ciclagem de nutrientes;

  • Criação de paisagens atrativas que podem favorecer a atividade de turismo rural;

  • Diversificação das atividades rurais, com melhor aproveitamento da mão de obra durante o ano todo;

  • Recuperação de áreas de pastagem em degradação;

  • Reduz perdas do solo e seus nutrientes atuando nas condições físicas e químicas do solo.


Imagem: Pexels

3. Desafios

  • Retorno financeiro em médio a longo prazo, principalmente do componente florestal;

  • Altos investimentos em infraestrutura para implantação de cada um dos componentes dos sistemas de integração;

  • Manutenção dependente de máquinas, equipamentos, energia, armazenamento e transporte;

  • Maior complexidade do componente agrícola.


4. Sistema Integrado frente à Monocultura


Os modelos monoculturais, com base em práticas inadequadas não sustentáveis, têm causado perda de produtividade, ocorrência de pragas e doenças, além de degradação do solo e dos recursos naturais, ou seja, apresenta sinais de fragilidade, em virtude da elevada demanda por energia e recursos naturais.


Além do que, sistemas de monocultura têm alto risco econômico, pois não são diversificados. Já os sistemas de integração promovem a diversificação de atividades, com maior estabilidade de renda, aumento da biodiversidade e interações biofísicas sinérgicas entre os componentes, com benefícios à produtividade agropecuária e à sustentabilidade das propriedades rurais.


Atualmente, os sistemas de integração tem sido a forma mais adotada nas regiões brasileiras, possivelmente como forma de intensificar a produção em regiões agrícolas e recuperar áreas com pastagens em fases de degradação.


Imagem: CompreRural

5. Implantação


Os sistemas devem ser adequadamente planejados, levando em conta os diferentes aspectos socioeconômicos e ambientais das unidades de produção.


Podem ser adotados por qualquer produtor rural, independente do tamanho da área do imóvel rural. É evidente que, a forma e a intensidade da adoção do conjunto de tecnologias que compõem o sistema dependerão (dentre outros fatores) dos objetivos e da infraestrutura disponível de cada produtor.


O agricultor pode utilizar o consórcio ou a rotação de culturas graníferas com forrageiras para produzir cobertura morta de boa qualidade e em grande quantidade para o sistema de plantio direto da safra seguinte. Como também, fazer o plantio de espécies vegetais visando a exploração de produtos madeireiros e produtos florestais não-madeireiros (óleos, frutos, sementes, folhas, raízes, cascas e resinas).


Imagem: MataNativa

Um sistema sustentável de ILPF, ILF, ILP ou IPF deve ser:

  1. Tecnicamente eficiente: considerar o ambiente no qual se encontra a propriedade e utilizar manejos e insumos adequados de acordo com as recomendações oficiais;

  2. Economicamente viável: visando a melhor utilização dos recursos e uso da terra, diversificação e maior estabilidade das receitas e diminuição dos riscos;

  3. Socialmente aceitável: por ser aplicável a qualquer tamanho de propriedade, aumentar e distribuir melhor a renda no campo e aumentar a competitividade do agronegócio brasileiro;

  4. Ambientalmente adequado: por pregar a utilização de práticas conservacionistas e de melhor uso da terra.

Com isso, vê-se que para suprir as necessidades de um sistema sustentável de ILPF, é necessário fazer um estudo e/ou recorrer a uma assessoria para o empreendimento, além do capital para o investimento.

Imagem: Pexels

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Fontes:

EDUCAPOINT PECUÁRIA. Acesso em: 27 de março, 2020.

EMBRAPA FLORESTAS. Acesso em: 27 de março, 2020.

EMBRAPA PECUÁRIA-FLORESTA. Acesso em: 27 de março, 2020.

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